segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Ouvi dizer que você tá bem
Que já tem um outro alguém.
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar,
Me dar a mão

Eu chorei sem disfarçar,
Quando vi seu carro passar.
Vi todo amor que em mim
Ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou,
Mas agora eu vou...

Tentei falar,
Mas você não soube ouvir
Tente admitir
Tentei voltar
E pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim

Bem mais que a mim...
...mais que a mim..."




Eu não sei se eu devo ganhar essa batalha, não sei se tenho condições, se mereço assumir a direção. Talvez essas meninas medíocres aqui dentro sejam mais eu do que eu mesma. Dá pra entender onde eu quero chegar? Esse meu lado consciente, esse momento de sobriedade não é maioria em mim. Que poder tenho sobre os votos de uma população gigantesca de personalidades, todas unidas contra uma só - contra mim?
Verônica H.






domingo, 29 de novembro de 2009

Melhor assim...

  É engraçado ouvir "Eu preciso dizer que te amo" e não sentir nada. Eu sei, faz quase dois anos, mas a música ainda mexia comigo.
Foi antes da novela que eu não assisti passar pela cabeça do autor. Foi só por causa do sotaque bonitinho do Cazuza e da voz suave da Bebel Gilberto. Eu ainda lembro do dia que eu te apresentei essa musica como quem não quer nada (querendo que você me quisesse) e mal conseguia olhar pra você até que os acordes terminassem.
Isso é tão passado. Tão colegial. Tão vazio, tão nada...
Você não sabe como é bom me ver livre de você. Não me leve a mal, você até que é uma pessoa bacana, mas gostar de você foi a grande perda de tempo da minha vida.
A parte legal disso tudo é me arrumar pra te ver, mas por pura diversão, sem o sofrimento das expectativas imbecis que eu inevitavelmente criava. É sentar na calçada em frente da minha casa de chinelo e bermudão só pra pensar; e pensar 'foda-se', porque ninguém mais pensa por mim.
Melhor assim, em forma de texto do que em pensamento proibido. Melhor no passado gracinha do que me atormentando por mais tempo. E hoje eu definitivamente sei, eu não sinto nada - porque [finalmente] não há mais nada.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Meu par perfeito.

ele é minha delícia, o meu adorno, janela de retorno, uma viagem sideral, ele é minha festa, meu requinte, o único ouvinte, da minha Rádio Nacional, ele é minha sina, o meu cinema, a tela da minha cena, a cerca do meu quintal, minha meta, minha metade, minha seta, minha saudade, ele é meu deus, meu divã, minha manha, meu amanhã, ele é minha orgia, meu quitute, insaciável apetite numa ceia de Natal, ele é meu brinquedo, minha certeza. meu medo, é meu céu e meu mal, ele é meu vício e dependência, incansável paciência e o desfecho final, meu fá, meu fã, a massa e a maçã, meu lá, minha lã, meu velar, meu avelã, amor em Roma, aroma de romã...

a saudade já não cabe mais em mim.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"Não tenho nada a ver com explosões, diz um verso de Sylvia Plath...Não
tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma
comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a
fala...

Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.

Meu
mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a
paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que
não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei.
Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.

Minto, tenho tudo a ver com explosões."

(Martha Medeiros)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mais uma vez...FIM.

Eu fico encabulada com a facilidade que as pessoas tem de brincarem comigo,pior,de brincarem com os meus sentimentos.
Talvez elas brincam com eles,porque elas pensam que meus sentimento são falsos,vazios,fracos,como os delas...
Mais FELIZMENTE ou quem sabe infelizmente,não é.
Eu sou completamente passional,e não tenho vergonha disso...talvez essa minha mania de entrega total realmente me cause um mau danado,mais é que de verdade,eu acredito e muito no que as pessoas me falam,no que as pessoas me declaram,e nunca quis,nem quero um dia poder chegar e falar:"Eu perdi a fé nas pessoas"
porque eu acho lindo essa coisa de ser - humano...
Parei de escrever aqui,porque eu estava tentando formar frases sem machucar ninguém,não digo que agora eu tenha conseguido,porque não é fácil ver como uma pessoa pode ser tão falsa,tão cruel,tão SUPERFICIAL,tão comum...mais eu estou tentando ao máximo ser delicada com as palavras.
Talvez eu esteja assim,com tanta raiva,rancor,decepção,porque com ele,eu queria muito que tivesse sido verdadeiro,puro,bonito,DIVINO...por alguns 2 meses eu tivesse acreditado cegamente que ele era o que Deus queria pra mim,que ele era a verdade que Deus estava me dando,a resposta...
É,mais uma vez...a dona Maria Clara bateu com a cara no muro,errou feio,se lascou,enfim,mais uma vez ela encontrou no seu caminho um cara comum,superficial,vazio,sem nenhuma verdade pra oferecer pra ela.
Como a vida é irônica comigo,logo eu,que sempre quis TANTO encontrar o cara diferente,profundo,verdadeiro,e que nunca,NUNCA,falasse tanta coisa linda sem ao menos sentir uns 10% do que declarava estar sentindo.
É triste,mais é vida,e com isso a gente aprende e muito,eu sei que aprende.
Na verdade,eu acho que Deus me alerta toda vez,coloca esses seres no meu caminho apenas pra uma só verdade:"Maria Clara,minha filha,não confie tanto assim nas pessoas,não se entregue tanto assim,quanto maior o sonho,maior a realidade"
e a realidade não esta sendo nem um pouco divertida...
Eu supero,sempre superei,não vai ser agora que eu vou morrer por causa de um infeliz.
Descobri em mim,um ótimo lugar pra se estar,pra se divertir,pra se sorrir,e guardar segredos.
Porque quando eu viro pra mim,e falo:EU TE AMO.
Pode crer,não é mentira...já outras pessoas...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

.

Pousa-se toda Maria
no varal das 22 fadas nuas lourinhas
Fostes besouro Maria
e a aba do Pierrot descosturou na bainha

Farinhar bem, derramar a canção
Revirar trens, louco mover paixão
Nas direções, programado e emoldurado
Esperarei romântico

Sou a pessoa Maria
Na água quente e boa gente tua Maria
Voa quem voa Maria
e a alma sempre boa sempre vou à Maria

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Da lembrança...

Em dias como os de hoje, em que me descubro na oportunidade, na decisão de fazer as coisas serem diferentes, eu me lembro muito de você. De como eu quis ter contigo essas oportunidades. De como eu sempre quis que tudo fosse tão diferente. Às vezes, porém, eu agradeço que não tenha sido também. Acho que foi um final menos feio do que poderia ter sido. Do que alguns outros finais que tenho vivenciado.


Era sempre assim. Nossas conversas me traziam primeiro uma profunda alegria na alma. Depois, retomada a consciência, me doía profundamente. Só mais tarde eu pensava em onde estaria o motivo da minha alegria e lembrava que estava em um lugar que não era meu.


Mas, um simples "oi" seu, era como uma luz forte que me cegava temporariamente.


Se um dia você compreendesse a dimensão do meu sentimento, poderia desconfiar o que a música que estou ouvindo agora é capaz de desencadear em meus olhos e no meu coração, que se apequena toda vez que eu a ouço. É interessante como uma música pode unir dois “agoras” tão diferentes.


Música era uma das nossas linguagens. Acho que é assim para todos os amantes. Acho que elas dizem o que não sabemos expressar. Talvez tenha sido por aí que começamos a nos encontrar. Em uma época em que o msn parecia mágica, você o utilizava para me enviar, não informações, nem textos, mas pedaços do seu coração. A internet fez isso por mim. A tecnologia, tão exata te trouxe para tão perto de mim, em mensagens que faziam eu sentir você comigo, mesmo quando estávamos tão próximos, mas tão distantes.


Em muitas ocasiões, quando o que eu mais queria era ter nos meus ouvidos o que você me dizia, eu lia pela tela. Não deixava de ser um jeito charmoso de falar, silenciosamente. Onde era necessário supor as expressões, adivinhar as reações, mas era um jeito de falar, e de entregar. Algumas vezes quase me foi possível sentir o tom amoroso da suas palavras.


Por vezes ainda me pergunto como alguém pode entrar tão profunda e suavemente em nossas vidas. Mas o amor vai além. Além das palavras, além das canções. Ainda hoje, quando conheço novas músicas, me pego imaginando aquela que te tocaria. E até o imagino ouvindo por aí, no carro, no computador, na rua.


Dizem por aí que conhecer algo novo e identificar nisso o outro, é um sinal de muita intimidade. Uma intimidade que não tivemos. É bem doída essa saudade do que não foi vivido.



Ainda hoje, sofro, choro, me acabo em remorsos e ansiedades por outros amores, mas eles passam tão rapidamente quanto chegam. E eu tenho sempre uma certeza tranquila de que tudo pode ser superado. Apesar de você.


Por vezes também, fico pensando em como são tuas horas de saudade. Sei que elas existem. Será que o seu coração fica pequeno? Será que fica tentando parar seus pensamentos? Será que já foi preciso segurar um soluço. Se convencer de que vai passar [já que tudo sempre passa]...


Eu já tinha lido que alguém escreveu: "Os Dragões não conhecem o paraíso". Hoje ouvi na novela: "Os fortes não são perdoados". Serei forte? Serei Dragão? Não sei. Mas não me interessam alguns perdões, nem alguns paraísos. Descobri que perder um amor, é como e perder um pouco da alma, mas, que a isto, sobrevive-se!

sábado, 7 de novembro de 2009

Achei você no meu jardim

Hoje eu queria tanto intupir esse blog de confissões,lembranças,alegria,de 2 anos de VIDA,de sangue fervendo na veia,de FELICIDADE...INTENSIDADE.
Mas nosso momento 24 meses,é nosso,temos que compartilhá-lo juntos,ou quem sabe naquele nosso ótimo curso de telepatia...
Lembrar de dois anos atrás era lembrar de uma menina insegura,com medo do novo começo estudantil,das roupinhas anos 80,do sorriso forçado,da festa de inauguração do acampamento de carnaval,da fantasia de abelha,da surpresa que ela ganhou na igreja,dos ventos que a mudavam e que traziam a ela tanta paz,tanta calma,tanto sorriso puro e verdadeiro.
Depois desse dia,a vida dela nunca mais foi a mesma,a partir desse dia ela começaria a ser mais feliz,começaria a se aceitar mais,a ser mais MARIA CLARA.
Foi um romance de cinema anos 50,onde o bandido encontrava a inocente menina e a mostrava um mundo mágico,bom,real,mais ao mesmo tempo longe de mais daquele mundo que ela conhecia.Ela se apaixonava pela aventura que ele a oferecia,pelas gargalhas,pelo banco tão piqueno mais tão aconchegante,pelo calor,pelo vidro embaçado,pelo poste que iluminou o primeiro beijo deles,pela porta da igreja que nunca mais foi a mesma depois do abraço mais gostoso e sincero do mundo,pela primavera mais florida dela.

Estar com ele era realizar o maior sonho dela,era esquecer as regras dos hipócritas,os conceitos alheios,e embarcar naquilo que o nosso coração desejava a tanto tempo.
Infelzmente o filme do Loverboy e da Rapunzel não teve um final feliz.
Não teve um final.
E é isso que alimenta cada dia mais a esperança da menina metade mulher.
Que o prícinpe que ela achou volte pra ela,com aquele sorriso de criança e olhos de bandido.
Que eles vivam PARA SEMPRE esse romance absoluto meio autista.
E que a imaginação,o calor,os olhos de esperança,o creme de morango com champagne,o banco aconchegante...o romance deles...nunca chegue ao fim.



"...A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei
A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si
E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu"

Vanessa da Matta-Minha Herança:Uma flor



http://www.youtube.com/watch?v=0ukYrdaNSt4&feature=channel

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Bate uma insegurança...
No primeiro dia de aula
No primeiro encontro
No primeiro abraço
No primeiro "eu te amo"
No último Adeus.

Bate uma insegurança...
O sonho que me desperta
O chinelo virado pra baixo
Aquela discussão mal-resolvida
O tudo deixado para depois

Bate uma insegurança...
Pensar em quem a gente ama
Pensar naquela conversa séria
Pensar no que pode ser e no
que nunca será

Bate uma insegurança...
Não saber o amanhã
Não saber se é correspondido
Não saber se faz sentido
Não saber já acabou.

Verônica  H.

p.s:3 dias.
p.s²:decepcionada.